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terça-feira, julho 3

A Sinagoga Touro



A Sinagoga Touro em Newport, Rhode Island, é de 1763 e é a mais antiga sinagoga dos Estados Unidos em atividade. É também o mais velho edifício de sinagoga em toda a América do Norte  e  único edifício de sinagoga que data do período colonial americano.

A Sinagoga foi projetada pelo arquiteto britânico Peter Harrison, que residia em Rhode Island, e é considerada sua obra mais notável. O interior é flanqueado por uma série de doze colunas de suporte das varandas. As colunas significam as doze tribos de Israel. Cada coluna é esculpida de uma única árvore. Localizado na Rua Touro Street, a Sinagoga Touro continua a ser uma ativa sinagoga ortodoxa. O edifício está orientado para o leste em direção a Jerusalém. A arca que contém a Torah está na parede leste; acima, um mural representando os Dez Mandamentos em hebraico. Foi pintado pelo artista de Newport Benjamin Howland .

A Sinagoga Touro foi construída entre 1759 e 1763 para a congregação Israel Jeshuat  de Newport, sob a liderança de Isaac Touro. A pedra fundamental foi lançada por Aaron Lopez, um comerciante de destaque em Newport envolvido no negócio de fabricação de velas e outros empreendimentos comerciais. A congregação em si remonta a 1658 quando 15 familias judias de origem espanhola e portuguesa chegaram, provavelmente a partir da Índias Ocidentais e se estabeleceram na região. A pequena comunidade reunia-se em casas particulares durante muitas décadas, antes que pudessem dar se dar ao luxo de construir a sinagoga.  Ela foi formalmente inaugurada em 02 dezembro de 1763.

segunda-feira, julho 2

Jodensavanne


Joddensavanne Vila Principal

O antigo território de Jodensavanne e o cemitério em Cassipora são um testemunho único e marcam uma etapa importante na colonização euro-sefardita do continente americano.

Jodensavanne foi no século XVII o maior assentamento judaico no hemisfério ocidental e sua sinagoga, uma imponente construção erguida com tijolos trazidos da Europa e agora em ruínas, é um marco de importância arquitetônica única na América. Não somente pelo fato de ser das mais antigas de todo o continente, mas também por se constituir em um lembrete do pioneirismo no judaísmo americano. 

Jodensavanne foi o primeiro e também único lugar no Novo Mundo, onde os judeus viveram de maneira semi-autônoma, podendo por um largo período de tempo exercer atividades em regime total de liberdade econômica, cultural e religiosa. Judeus fugindo da Inquisição espanhola foram acolhidos no Suriname, primeiro pelos britânicos e mais tarde pelos holandeses, para desenvolver e possuir terra ao longo do rio Suriname. A fim de atrair colonos judeus, o governo colonial ofereceu privilégios especiais, incluindo a liberdade de religião, liberdade de propriedade e o direito à sua própria corte judicial. Os mercadores judeus eram especialmente desejados nas rodas comerciais da época, por seus conhecimentos sobre o comércio internacional e isso facilitou em muito a vida da comunidade. 

História

Os primeiros judeus a se estabelecerem na região chamada Jodensavanne – Savana dos Judeus – data de 1630, porém a origem daqueles homens e mulheres é desconhecida. A primeira menção oficial de colonos judeus chegando ao Suriname de maneira organizada e oficial remonta ao ano de 1650 a partir de Barbados com o aval do Governador-Geral da Índias Ocidentais Inglesas o senhor Francis Willoughby Parham.  Algumas fontes observam que Willoughby convidou a maioria deles para fortalecer a economia da plantação de cana-de-açucar. Os judeus também chegaram para o Suriname a partir do desmantelamento de Pomeroon, que foi a colônia holandesa do Essequibo (hoje, República da Guiana). 

sábado, maio 19

O Órfao Vivo

Recordar os anos da minha juventude na União Soviética no início do Século Vinte traz de volta lembranças esparsas e imagens complicadas. Dentre elas, porém, há alguns quadros completos que estão gravados profundamente em minha mente.

Lembro-me daquela longa noite fria, quando acordei com o som de soluços. Mamãe estava de pé, chorando histericamente, enquanto abanava as mãos no ar. Papai estava de pé, meio vestido, completamente apavorado.

Três jovens vestidos em uniforme estavam andando pelo quarto, examinando os armários e as camas, olhando para as paredes. Vi quando se aproximaram da estante e examinaram cada livro, página por página.

Perguntei-me: O que estão procurando? O que estão procurando? O que eles querem? Vão se sentar e estudar nos livros como fazem mamãe e papai?

E então vi que tinham encontrado aquilo que estavam procurando. Acharam alguns pedaços de papel escritos à mão e uma foto do Rebe de Lubavitch [Rabi Yosef Yitschak Schneersohn, o sexto Rebe – N.E.].

Um apontou para o outro: “Está vendo? Este é Schneersohn!”
Ordenaram então que Papai se vestisse e os acompanhasse. Papai aproximou-se da minha cama, inclinou-se e deu-me um beijo longo, triste. Lágrimas – lágrimas quentes, escaldantes, rolaram pelo seu rosto e caíram na minha testa. Ele então olhou ardentemente para mamãe, com amor nos olhos. Beijou a mezuzá sobre o batente e desapareceu na noite escura.

Somente quando a porta se fechou foi que a minha mente infantil entendeu o quanto era grande a nossa tragédia.

Mamãe começou a chorar: “Oy vey!”

sexta-feira, abril 20

Shabbat shalom



Shabbat shalom (שַׁבָּת שָׁלוֹם) cumprimento comum usado no Shabat, sendo muito utilizado em comunidades Mizrahi, Sefaradi e em Israel. Algumas comunidades asquenazi usam o termo iídiche Gut shabbes.

quinta-feira, abril 19

Judeus na Hungria



A história dos judeus na Hungria começa antes do século IX, quando essa ainda era chamada de Panônia e era dominada pelos Romanos. Instalada principalmente nas cidades de Buda, Antiga Buda, Esztergom, Sopron e Tata, a comunidade judaica húngara cresceu a partir do século XI, com a vinda de imigrantes da Alemanha, Boemia e Morávia. 

Exceto por algumas proibições impostas pela Igreja Católica, a vida dos judeus na Hungria foi relativamente fácil até o século XIV. Isso devia-se à proteção concedida por reis como Bela IV, que em 1251 declarou leis que concediam direitos legais aos judeus e facilitavam a imigração judaica. 

Em contrapartida à proteção aos judeus concedida pela realeza húngara, a Igreja, unida a famílias nobres criou leis anti-semitas como o artigo do Touro Dourado de 1222 que tirava títulos de nobreza de judeus. 

Do ano 1342 ao ano 1382 reinou Luís, o Grande que favoreceu a Igreja Apostólica Romana o que fez o anti-semitismo crescer com rapidez até 1360 quando os judeus foram expulsos do país por quatro anos, acusados de propagarem a Peste Negra. 

O século que se sucedeu foi marcado por um anti-semitismo alarmante que culminou em um libelo de sangue que queimou 16 judeus vivos. 

A Independência Húngara chegou ao fim em 1526, com a batalha de Mohács contra o Império Otomano. Esta guerra dividiu o país em três partes (meridional, oriental, e ocidental), o que dispersou os judeus pela península Balcânica. Quinze anos depois, os otomanos conquistaram Buda, Pest e a antiga Hungria Central. Como os judeus não eram recriminados pelos turcos, podendo exercer diversas profissões e tendo liberdade religiosa, a imigração se intensificou para esta região, principalmente de sefaraditas oriundos da Ásia Menor. 

No final do século XVII uma poderosa dinastia Austríaca chamada de Casa de Habsburgo dominou a região húngara, antes controlada pelos turcos. A proteção concedida aos judeus pelo povo otomano desapareceu rapidamente e logo que a cidade de Buda foi tomada pelas tropas dos Habsburgo, o bairro judeu foi saqueado e aproximadamente quinhentos habitantes foram mortos. Mesmo com a ameaça do anti-semitismo sustentado pelos Habsburgos, a população judaico-húngara triplicou em 35 anos (1700- 1735) devido aos emigrantes alemães, poloneses, morávios, austríacos e galécios. 

A condição de vida dos judeus no império dos Habsburgos dependia dos ideais dos imperadores austríacos, como por exemplo a Imperatriz Maria Theresa, que expulsou o povo de Israel de Buda, e seu sucessor José II, que chegou permitir a moradia de judeus em cidades da realeza. 

Em meados 1800 a população de judeus na Hungria se aproximava de 100 mil pessoas, o que possibilitou a criação de novas grandes comunidades como a que se estabelecia no nordeste húngaro, na região de Rutênia-sob-os-Cárpatos. 

Continua...

Fonte: Chazit Hanoar 
Foto: Rui Pinto

Judeus na Hungria II



Devido ao grande número de judeus que se encontravam nas terras húngaras durante o período ápice do Iluminismo Europeu (a partir da década de 30 do séc. XVIII), a influência judaica no comércio e na política se tornou indispensável, o que fez o rei José II aceitar e incentivar os judeus profissionais para dinamizar a classe média nacional. Este incentivo culminou com a aceitação de judeus como cidadãos húngaros nas décadas de 1830 e 1840. Em troca desta emancipação o povo de Israel teve de sofrer uma aculturação compulsória: eram obrigados a trocar de nome, falar alemão e freqüentar escolas laicas.

Em 1848 uma revolução de húngaros nacionalistas unidos a ativistas judeus se levantou contra o Império Austríaco e sua dominação. A revolução fracassou em tornar a Hungria um país independente. No entanto, a Áustria perdeu a guerra contra a Prússia logo após a revolta, o que enfraqueceu os alicerces de sua monarquia. A fraqueza da dinastia de Habsburgo fez com que nascesse uma nova monarquia dualista e o império passou a se chamar de Império Austro-Húngaro, oficializado no Compromisso de 1867. A Hungria passa a ter autonomia interna, o que faz com que a vida dos judeus melhorasse significativamente. Em 1867 os judeus se emanciparam totalmente e em 1895 o judaísmo passa a ser reconhecido como religião e não mais como nacionalidade, o que transforma os judeus em “húngaros de fé mosaica”.

O desenvolvimento do país se deve grande parte à elite judaica que se encarregou da modernização e industrialização. Além de conceber grande parte da intelectualidade húngara, os judeus representavam 25% da população do país na virada do século XIX, afirmando suas posições de cidadãos imprencidíveis para a estabilidade da Hungria.

A boa situação dos judeus burgueses, porém, nada tinha de parecido com os judeus camponeses, que continuavam pobres. Esta diferença entre o povo e a burguesia podia ser vista nos idiomas falados por cada grupo e por seus valores.

Mesmo com direitos garantidos e vidas asseguradas e estáveis, os judeus húngaros enfrentaram políticas anti-semitas neste período, que culminaram em um libelo de sangue em 1892 na cidade de Tiszaeslar.

A boa condição do povo judeu começou a declinar com a Primeira Guerra Mundial, que começou oficialmente em 1914. Nessa guerra 10 mil judeus morreram no campo de batalha defendendo a Hungria.

Com o fim da guerra, em 1919, o Império Austro-Húngaro foi dissolvido e a Hungria tornava-se um país totalmente autônomo novamente. Os ideais comunistas ganharam força e um governo de esquerda tomou o poder, liderado pelo judeu Bela Kun. Este governo acabou no mesmo ano e ataques anti-semitas começaram a acontecer com freqüência. Até que, em 1938 e 1939, duas leis anti-judaicas foram aprovadas, proibindo diversas atividades econômicas e profissionais aos judeus. Além de ocorrer uma emigração em massa para municípios menores, houve inúmeras conversões para o cristianismo.

Em 1941, a Hungria aliou-se à Alemanha nazista e o anti-semitismo se propagou com força desconhecida até o momento. Uma terceira lei anti-judaica foi escrita discernindo judeus como uma raça inferior.

Os massacres começaram e, de julho de 1941 até janeiro de 1942, 71.000 judeus morreram vítimas da guerra e do anti-semitismo.

Também em 1942, o Partido da Cruz de Setas elegeu o fascista Miklos Kallas como primeiro-ministro e foi projetada uma solução para o “problema judaico” na Hungria.

Mais tarde, em 1944, a Hungria foi ocupada pela Alemanha de Hitler, que alegava que os húngaros não deportavam os seus judeus e, por conseqüência, estavam juntos aos Aliados. Neste período, 63.000 judeus foram mortos.

Em Abril do mesmo ano, Adolph Eichmann decretou que 400.000 judeus fossem deportados para guetos e para Auschwitz.

Em 1945 começou a prática das marchas da morte para deportar os judeus para Áustria. Estima-se que 98.000 judeus perderam suas vidas nestas marchas.

No final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, do número anterior de 865 mil judeus húngaros, apenas 260 mil sobreviveram ao massacre do Holocausto.

Após a guerra, a Hungria foi dominada pelos soviéticos. Estes proibiram o Sionismo e qualquer imigração para Israel e impuseram diversas restrições à comunidade, como a substituição do ensino judaico pelo sistema laico de ensino comunista. Até a década de 60 a comunidade judaica húngara contabilizava 90 mil pessoas, mas este número declinava graças ao regime soviético.

Somente em 1989, com o colapso do comunismo soviético, é que as restrições judaicas tiveram fim, neste período Budapeste abrigava cerca de 20 sinagogas.

Hoje em dia, Budapeste sustenta diversas instituições judaicas e movimentos juvenis que tentam enfrentar os dois maiores problemas presentes na sociedade judaica húngara: o anti-semitismo e a assimilação. Em Budapeste, encontra-se a maior sinagoga da Europa, a Sinagoga da Rua Dohany.

Fonte: Chazit Hanoar
Fotos: Mikix e GeoLocations

terça-feira, dezembro 6

Quatro Cidades Sagradas



As "Quatro Cidades Sagradas", é uma designação usada na tradição judaica, para se referir às cidades de Jerusalém, Hebron, Tiberíades e Safed.

Mapa fora de escala do século XIX, das quatro cidades sagradas do judaísmo, com Jerusalém ocupando o quadrante superior direito, Hebron logo abaixo, o rio Jordão correndo de cima para baixo, Safed no quadrante superior esquerdo, e Tiberíades por baixo. Cada uma das quatro cidades inclui representações dos locais sagrados, assim como túmulos de rabinos famosos e considerados como homens "santos".

terça-feira, novembro 22

A Humildade

O Talmud nos ensina que "uma única moeda no cofre faz barulho". Porém, quando o cofre está cheio, as moedas não soam ao serem chacoalhadas. O que nossos sábios querem ensinar-nos ao observar este fenômeno natural?

Quando o cofre está vazio, com poucas moedas, é possível escutar o ruído. Isto significa que, quando alguém não possui dentro de si muita sabedoria e nem qualidades especiais é justamente esta pessoa quem faz mais barulho. Porém, aquele que está repleto de virtudes, dificilmente ouvimos algo a seu respeito, pois a humildade que o acompanha faz com que seja bem discreto. Quanto maior e mais importante é a pessoa, mais humilde ela tem que ser.

A Humildade II


A natureza do ser humano é feita de tal maneira que quando ele se concentra e pensa em algo vital, não pode desligar-se daquilo e nem consegue dar importância a assuntos menos necessários. Quando alguém acha que merece tudo do bom e do melhor, um carro mais bonito, uma casa mais confortável, roupas de luxo e assim por diante, apesar de não cometer nenhum erro ao desejar tudo isto, estará degradando-se. Pois não terá tempo para pensar nas mitzvot que, a seu ver, não são consideradas algo vital e assim ele chegará a esquecer-se do Eterno. E é esse mesmo o significado da afirmação do Talmud: "D'us diz ao orgulhoso, Eu e você não podemos morar juntos".

O Judaísmo E As Mulheres


Como o judaísmo encara as mulheres?

No judaísmo as mulheres são vistas como diferentes dos homens, mas iguais em importância e não - como muitos supõem - inferiores. 

As obrigações das mulheres e suas responsabilidades são diferentes daquelas dos homens, mas isto não significa que são menos importantes. A igualdade entre homens e mulheres se inicia no mais alto nível possível: em D’us. No judaísmo D’us nunca foi visto como um Ser masculino ou com características exclusivamente masculinas. Pelo contrário, Ele tem qualidade masculinas e femininas. De acordo com judaísmo, as mulheres são dotadas com um grau maior de “binah” (intuição, compreensão, inteligência) que os homens. 

Desde os tempos bíblicos mulheres eram altamente respeitadas entre os Filhos de Israel, suas opiniões ouvidas e, em vários casos, foram líderes entre seu povo. Miriam é considerada uma profetisa e um dos libertadores dos Filhos de Israel junto com seus dois irmãos - Moisés e Aaron. Deborah foi uma dos Juízes de Israel. E 7 entre os 55 profetas da Torá eram mulheres.


Morashá

quarta-feira, novembro 9

Kristallnacht - A Noite Dos Cristais


Em 9 de novembro de 1938, sinagogas foram incendiadas em toda a Alemanha. Polícia e bombeiros foram impedidos de agir pelo governo nazista.

Aquela que ficaria conhecida no próprio jargão nazista como a "noite dos cristais quebrados" marcou o início do Holocausto, que causou a morte de seis milhões de judeus na Europa até o final da Segunda Guerra Mundial.

A "Noite dos Cristais" (Kristallnacht ou Reichspogromnacht), de 9 para 10 de novembro de 1938, em toda a Alemanha e Áustria, foi marcada pela destruição de símbolos judaicos. Sinagogas, casas comerciais e residências de judeus foram invadidas e seus pertences destruídos.

segunda-feira, novembro 7

Ortodoxos Em Portugal


Sinagoga Ohel Jacob é a única sinagoga ashkenazi em Portugal. É uma sinagoga de tradição ortodoxa, que, após um período de suspensão de serviços e nova formação/constituição acolheu os primeiros Bnei-anussim (literalmente: filhos dos conversos – “marranos”) que pretenderam regressar à tradição dos seus ancestrais forçados à conversão cristã durante a Inquisição.
Desde a década de 90 que é a sinagoga onde os Bnei-anussim se sentem em casa e onde com grande prazer e honra a Kehilat Beit Israel foi autorizada pela Direção da Associação de Juventude Israelita Hehaber a utilizar o espaço, para as prácticas do rito Masorti (Tradicional / Conservador).

Foto - Marco Moreyra

sábado, novembro 5

Shabbat Shalom


Shimon, o Justo, um dos últimos participantes da Grande Assembléia, afirmava: "Sobre três coisas se sustenta o mundo: o estudo da Torá, o serviço Divino (a oração) e guemilut chassadim, os atos de bondade". (Pirkei Avot - A Ética dos Pais).

segunda-feira, outubro 31

Para Pensar

"Muitas vezes não temos tempo para dedicar aos amigos, mas para os inimigos temos todo o tempo do mundo!"
Leon Uris


Leon Uris (3 de Agosto de 1924, Baltimore, Maryland, USA - 21 de Junho de 2003, Shelter Island, New York) foi um escritor judeu americano, conhecido pela exaustiva pesquisa histórica com que preparava as suas novelas e romances.

quarta-feira, outubro 26

Judeus Russos

A história do povo judeu na Rússia é antiga e muito importante, tanto para o país como para os judeus. 
Choral Synagogue, Moscow - Sinagoga Central de Moscow
Sabe-se da presença de judeus em regiões russas em períodos romanos ou até mesmo nos tempos helênicos. Calcula-se que nos séculos IV e V, existiam entre 10 e 30 mil judeus nas regiões da Criméia e Armênia.

Por volta do século VIII, a influência do judaísmo nos territórios que hoje chamamos de Rússia era enorme. Um povo semi-nômade, conquistou uma faixa de terra (e nela se estabeleceu) entre o Mar Negro e o Mar Cáspio. Eram os Khazares, cuja nobreza, incluindo a família real se convertera oficialmente ao judaísmo, mas sem forçar a população a fazer o mesmo. Criou-se o chamado “reino dos judeus” que durou até o século X. Mesmo depois da queda dos Khazares, a comunidade judaica continuou forte na região, principalmente no principado de Kiev.

Judeus Russos II


Grand Choral Synagogue - St Petersburg
Aproveitando-se da atividade econômica já exercida por várias famílias judias, Alexandre II começou a beneficiar os judeus pródigos em atividades capitalistas e artísticas para que estes viessem a contribuir para o crescimento econômico da Rússia. 

As duas décadas subseqüentes apresentaram uma explosão na economia russa e em conjunto a isto, muitos judeus se beneficiaram. A atividade banqueira, a construção ferroviária e a mineração destacaram famílias judias que até chegaram a obter títulos de nobreza.