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domingo, novembro 4

Uma Obra Extraordinária





Alex Levin vem de Kiev, capital da Ucrânia, onde nasceu em 1975. Mais tarde freqüentou a Art Academy, onde se graduou com honras.

Em 1990, Alex Levin imigrou para Israel, onde vive atualmente na cidade de Herzeliya. 
Com um produtivo e agitado calendário, Alex Levin encontra tempo para crescer como artista e estudar novas técnicas com o professor Baruch Elron.

Os principais estilos de pintura são o surrealismo e o realismo. Alex tem uma grande variedade de obras em óleo, acrílico, carvão, lápis e têmpera.

As obras de Alex Levin são admiradas em todo o mundo e foram compradas para inúmeras coleções particulares, empresariais e institucionais nos Estados Unidos da América, Israel, França, Itália, Ucrânia, Suíça e Bélgica. Um jovem artista, ainda na casa dos trinta anos de idade, foi reconhecido diretamente por muitas personalidades influentes, incluindo o ator e produtor Richard Gere, Madonna, Oscar Peterson e o ex-presidente de Israel Ezer Weizman.

quinta-feira, outubro 11

O Turul e a Tricolor – A Volta do Ódio.


Desde os meus primeiros anos aprendi a amar a Hungria como o país dos meus pais, por conseqüência um país meu. A outra metade de minhas origens. E com o passar dos anos, mergulhei em sua história e cultura. Ensaiei as primeiras e duras palavras daquele idioma quase extraterrestre, fartei-me de suas delícias em tardes na mesa da minha avó, ouvia ao cair da noite as fantásticas histórias do herói Árpad e das grandes conquistas daquele povo único no centro de uma Europa eslavo-germânica. No dia em que nas suas terras pisei pela primeira vez, não me senti estranho, sentia-me em casa. Estavam lá, cada praça, cada ponte, cada lembrança de meus avós... estavam também o Danúbio e a Grande Sinagoga. 

Finalmente pensei na firme possibilidade de ali viver. 

As coisas, porém mudam a cada dia. Nem sempre claro, naquilo que julgamos correto... assim, muda também a Hungria. 

terça-feira, julho 3

A Sinagoga Touro



A Sinagoga Touro em Newport, Rhode Island, é de 1763 e é a mais antiga sinagoga dos Estados Unidos em atividade. É também o mais velho edifício de sinagoga em toda a América do Norte  e  único edifício de sinagoga que data do período colonial americano.

A Sinagoga foi projetada pelo arquiteto britânico Peter Harrison, que residia em Rhode Island, e é considerada sua obra mais notável. O interior é flanqueado por uma série de doze colunas de suporte das varandas. As colunas significam as doze tribos de Israel. Cada coluna é esculpida de uma única árvore. Localizado na Rua Touro Street, a Sinagoga Touro continua a ser uma ativa sinagoga ortodoxa. O edifício está orientado para o leste em direção a Jerusalém. A arca que contém a Torah está na parede leste; acima, um mural representando os Dez Mandamentos em hebraico. Foi pintado pelo artista de Newport Benjamin Howland .

A Sinagoga Touro foi construída entre 1759 e 1763 para a congregação Israel Jeshuat  de Newport, sob a liderança de Isaac Touro. A pedra fundamental foi lançada por Aaron Lopez, um comerciante de destaque em Newport envolvido no negócio de fabricação de velas e outros empreendimentos comerciais. A congregação em si remonta a 1658 quando 15 familias judias de origem espanhola e portuguesa chegaram, provavelmente a partir da Índias Ocidentais e se estabeleceram na região. A pequena comunidade reunia-se em casas particulares durante muitas décadas, antes que pudessem dar se dar ao luxo de construir a sinagoga.  Ela foi formalmente inaugurada em 02 dezembro de 1763.

segunda-feira, julho 2

Jodensavanne


Joddensavanne Vila Principal

O antigo território de Jodensavanne e o cemitério em Cassipora são um testemunho único e marcam uma etapa importante na colonização euro-sefardita do continente americano.

Jodensavanne foi no século XVII o maior assentamento judaico no hemisfério ocidental e sua sinagoga, uma imponente construção erguida com tijolos trazidos da Europa e agora em ruínas, é um marco de importância arquitetônica única na América. Não somente pelo fato de ser das mais antigas de todo o continente, mas também por se constituir em um lembrete do pioneirismo no judaísmo americano. 

Jodensavanne foi o primeiro e também único lugar no Novo Mundo, onde os judeus viveram de maneira semi-autônoma, podendo por um largo período de tempo exercer atividades em regime total de liberdade econômica, cultural e religiosa. Judeus fugindo da Inquisição espanhola foram acolhidos no Suriname, primeiro pelos britânicos e mais tarde pelos holandeses, para desenvolver e possuir terra ao longo do rio Suriname. A fim de atrair colonos judeus, o governo colonial ofereceu privilégios especiais, incluindo a liberdade de religião, liberdade de propriedade e o direito à sua própria corte judicial. Os mercadores judeus eram especialmente desejados nas rodas comerciais da época, por seus conhecimentos sobre o comércio internacional e isso facilitou em muito a vida da comunidade. 

História

Os primeiros judeus a se estabelecerem na região chamada Jodensavanne – Savana dos Judeus – data de 1630, porém a origem daqueles homens e mulheres é desconhecida. A primeira menção oficial de colonos judeus chegando ao Suriname de maneira organizada e oficial remonta ao ano de 1650 a partir de Barbados com o aval do Governador-Geral da Índias Ocidentais Inglesas o senhor Francis Willoughby Parham.  Algumas fontes observam que Willoughby convidou a maioria deles para fortalecer a economia da plantação de cana-de-açucar. Os judeus também chegaram para o Suriname a partir do desmantelamento de Pomeroon, que foi a colônia holandesa do Essequibo (hoje, República da Guiana). 

quinta-feira, junho 21

Eu Mesmo...




"Eu não sei o que eu possa parecer para o mundo, mas para mim eu pareço ter sido apenas como um garoto brincando na praia e me divertindo de vez em quando, encontrando uma pedra arredondada ou uma concha mais bonita que as comuns, enquanto o grande oceano da verdade respousa desconhecido perante mim".

Issac Newton

quinta-feira, junho 7

Golem



Este assunto desperta o interesse de muita gente, inclusive crianças, para quem o Beit Chabad já publicou histórias em quadrinhos contando a história do Golem.

O Golem foi criado no ano de 1580 em Praga pelo Rabi Yehuda Loevy, conhecido como o Maharal de Praga.

Yossef, ou Golem, foi criado a partir dos quatro elementos (fogo, terra, água e ar) através do conhecimento cabalístico do Maharal que obteve permissão Divina de recorrer a forças espirituais especiais para criar um ser como o Golem.

Ele era um ser sagrado, sem vida (desprovido de alma), e andava e obedecia a todas as ordens do Maharal. Era extremamente forte, mas não podia se expressar através da fala, pois este dom é privilégio exclusivo das almas Divinas.

Golem foi criado com o objetivo de proteger os judeus que foram ameaçados de extermínio através da intriga de seus inimigos e os salvou poupando muitas vidas. O Golem transformou o pesadelo do extermínio em salvação.

Quando o povo judeu não sofria mais ameaças, sua existência perdeu sentido, pois sua missão já fora cumprida.

Quem visita Praga atualmente poderá entrar na sinagoga do Maharal, local provável onde está enterrado o Golem (dizem que está no sótão), mas a presença de pessoas é vetada neste recinto, porque conforme os relatos, ela perde a própria vida.

Do Chabad.org


terça-feira, junho 5

Bairro Coreano Em Jerusalém



Entre a multidão de israelenses e adolescentes americanos nas noites de sábado no calçadão da Rua Bem Yehuda em Jerusalém, um grupo de coreanos cantando hinos chama a atenção.

Um dos sinais mais públicos desta pequena, mas crescente comunidade de sul-coreanos em Israel, muitos dos quais vêm à Terra Santa porque são cristãos evangélicos. Não muito longe da Ben Yehuda, há um restaurante coreano na Rua Shamai e cinco pequenas igrejas coreanas.

"Israel reflete a verdade do Tanach", Yung Doo, um homem coreano com 30 e poucos anos que se mudou para Israel há dois anos com sua família para fazer uma pós-graduação em estudos bíblicos, explica, usando a palavra hebraica para Bíblia. "Esta é a terra de Davi e Saul".

Embora ainda não haja estimativas oficiais, o embaixador da Coréia do Sul em Israel, Ilsoo Kim, estima que existam cerca de 800 coreanos compondo cerca de 300 famílias vivendo em Israel. Este número, segundo ele, vem crescendo nos últimos anos. Eles residem principalmente em torno do Morro Francês e no bairro Pisgat Ze'ev em Jerusalém. "Muitos já vivem aqui há muito tempo", disse Kim. "Isso reflete os seus sentimentos".

A maioria dos coreanos em Israel tem visto de estudante com vários anos de duração. Muitos estudam a Bíblia em universidades israelenses ou na Universidade da Terra Santa, uma escola de pós-graduação cristã, frequentada por asiáticos. Cerca de 30 por cento dos coreanos são cristãos.

Alguns decidem permanecer em Israel. Kim Kyung Ok, 67 anos, é uma coreano-americana que veio de Nova Jersey há três anos com o marido, um pastor, que havia acabado de se aposentar da sua igreja."Não há lugar no mundo como Jerusalém", disse Kyung, que gosta que lhe chamem de Hannah, como a mãe de Samuel na Bíblia, e que pontilha suas conversas com citações da Bíblia.

"Aquele que abençoa os filhos de Abraão será abençoado e quem amaldiçoa Israel, será amaldiçoado", disse ela, citando uma passagem da Bíblia, frequentemente citada por cristãos evangélicos. "O presidente do Irã amaldiçoou Israel. Eu quero ver o que vai acontecer com ele".

Original: Arizona jewish Post
Tradução: By Magal

sábado, junho 2

Theodor Herzl



Theodor Herzl nasceu em Budapeste, 2 de Maio de 1860 — Edlach, 3 de Julho de 1904, foi um jornalista judeu austríaco que se tornou fundador do moderno Sionismo político. Seu nome em hebraico era Benjamin Ze'ev (בנימין זאב).

A primeira escola de Herzl foi uma escola primária judaica. Aos 10 anos foi enviado a uma escola real, mas saiu dessa escola por conta do anti-semitismo. Depois foi matriculado num colégio evangélico, onde a maioria dos alunos eram judeus e, por isso, não existiam problemas com o anti-semitismo.

Em 1878 sua família se mudou para Viena.

Apesar de ser formado em Direito ele se dedicava mais ao jornalismo e à literatura.

Ao invés de procurar um emprego fixo, começou a viajar e escrever para jornais.
Na sua juventude freqüentou uma associação, chamada Burschenschaft, que aspirava à Unificação alemã, sob o lema: Honra, Liberdade, Pátria. Herzl era um judeu assimilado.

Em 1894 ele interferiu no Caso Dreyfus, que desvelou na Europa o latente anti-semitismo.

Em 1895 ele escreveu "O Estado Judeu". A principal idéia do livro era que a melhor maneira de formar um estado judeu era formar um congresso sionista formado apenas por judeus. Da idéia partiu para a prática e, pouco tempo depois, já havia formado o "Sionismo Político". No dia 29 de agosto de 1897 foi realizado o primeiro congresso sionista desde a diáspora, na Basiléia. Durante o congresso foi criada a Organização Sionista Mundial,e Herzl foi eleito seu presidente.

sábado, maio 19

O Órfao Vivo

Recordar os anos da minha juventude na União Soviética no início do Século Vinte traz de volta lembranças esparsas e imagens complicadas. Dentre elas, porém, há alguns quadros completos que estão gravados profundamente em minha mente.

Lembro-me daquela longa noite fria, quando acordei com o som de soluços. Mamãe estava de pé, chorando histericamente, enquanto abanava as mãos no ar. Papai estava de pé, meio vestido, completamente apavorado.

Três jovens vestidos em uniforme estavam andando pelo quarto, examinando os armários e as camas, olhando para as paredes. Vi quando se aproximaram da estante e examinaram cada livro, página por página.

Perguntei-me: O que estão procurando? O que estão procurando? O que eles querem? Vão se sentar e estudar nos livros como fazem mamãe e papai?

E então vi que tinham encontrado aquilo que estavam procurando. Acharam alguns pedaços de papel escritos à mão e uma foto do Rebe de Lubavitch [Rabi Yosef Yitschak Schneersohn, o sexto Rebe – N.E.].

Um apontou para o outro: “Está vendo? Este é Schneersohn!”
Ordenaram então que Papai se vestisse e os acompanhasse. Papai aproximou-se da minha cama, inclinou-se e deu-me um beijo longo, triste. Lágrimas – lágrimas quentes, escaldantes, rolaram pelo seu rosto e caíram na minha testa. Ele então olhou ardentemente para mamãe, com amor nos olhos. Beijou a mezuzá sobre o batente e desapareceu na noite escura.

Somente quando a porta se fechou foi que a minha mente infantil entendeu o quanto era grande a nossa tragédia.

Mamãe começou a chorar: “Oy vey!”

quinta-feira, maio 17

As Pedras No Cemitério



Desci do ônibus na rodoviária de Leicester e olhei para os táxis ali parados.

Minha velha cidade de Leicester não é mais a mesma. Agora é uma cidade assolada pelo crime, e eu estava me sentindo pouco à vontade.

Não disse a ele que desejava ir para o setor judaico. “Antes segura que arrependida”, sempre fora o meu lema.Entrei no táxi e pedi que me levasse ao principal cemitério de Leicester, não muito distante dali.

Por algum motivo nossa seção jamais tinha sido sinalizada, mesmo antes que a nova onda de antissemitismo surgisse. Talvez se presumisse que numa comunidade tão pequena todos soubessem onde era o cemitério sem precisar de informação. Atualmente o website da sinagoga tem um mapa bastante claro que pode ser consultado, dirigindo os visitantes de fora da cidade para o canto separado. Eu apenas disse ao motorista para estacionar o carro ao longo do caminho bem cuidado e esperar – eu demoraria cerca de meia hora, disse a ele, pois estaria visitando túmulos da família.

Enquanto percorria a trilha que levava ao setor judaico, sentia-me perfeitamente à vontade. O local não era estranho para mim. Fazia essa jornada pelo menos uma vez ao ano, quando venho de Jerusalém para visitar minha mãe em Londres.

quarta-feira, maio 16

Carta Para Alguém Que Perdi


Querida Filha,

Lembro-me de segurar você tão pequenina nos meus braços, olhando em seus profundos olhos verde esmeralda. Aqueles olhos eram profundos e brilhavam, antes de se fecharem para sempre.

Eu amei você, cuidei de você, noite e dia. Investi em você, e observei-a crescer à medida que os meses passavam.

Então, certa noite, após alimentá-la às cinco horas, coloquei você no berço pela última vez. Beijei-a e a cobri, e deixei a porta aberta para poder ouvir quando você me chamasse com seu chorinho.

Três horas depois, quando Tatty, seu pai, foi ver por que você tinha nos dado uma dose extra de sono, encontrou você fria. Morte no berço, é assim que chamam. Morte no berço...

Tentamos reanimá-la, fizemos de tudo para o seu pequenino ser. Demos choque em você e a medicamos, tudo, para que pudéssemos ter você conosco novamente, mas você já tinha ido embora para longe.

Sei que quando ficamos sobre o seu corpinho, esperando, esperando que algo acontecesse, você já estava envolta em uma luz intensa.

Estou contente por você. Sinto sua falta. Eu trouxe você ao mundo para ficar comigo, mas você teve de voltar para casa. Sei que é bom para você. Mas mesmo assim, meus braços estão vazios, e sinto e lembro de você com profunda saudade.

Você era minha filha.

terça-feira, maio 15

Eu Sou O Último Judeu



Muito já foi escrito e filmado sobre a 2ª Guerra Mundial e o Holocausto. Mesmo assim, vez por outra, aparece algo novo. No caso, refiro-me ao livro "Eu Sou o Último Judeu: Treblinka, 1942-1943", publicado pela Zahar. Se algum escritor de ficção ou algum roteirista de cinema tentasse imaginar, descrever, criar Treblinka, creio que não conseguiria. A realidade que foi Treblinka é esmagadora, inimaginável para os padrões mínimos de civilização e, em vários momentos, pensei em parar a leitura; mas, vale a pena ir em frente e terminar o livro.

O primeiro ponto a esclarecer é a diferença entre campo de concentração e campo de extermínio.

Concentração: sistema de encarceramento dos vários "inimigos" do Estado nazista, tais como judeus, comunistas, homossexuais, ciganos etc. Estas pessoas eram obrigadas a trabalhos forçados em prol de várias empresas alemãs, e milhares morreram nesses campos. 

Extermínio: o objetivo único era matar, exterminar, principalmente os judeus.

terça-feira, maio 8

O Mistério do Khazares


Um belo dia Bulan, rei dos khazares, teve um sonho no qual um anjo o exortou a deixar de ser pagão e adotar o Deus único.

Se assim fizesse, seus filhos gozariam de profunda benção, seus inimigos seriam derrotados e seu reinado duraria “até o fim do mundo”. O rei argumenta ao anjo que de coração seguiria seu conselho, mas seu povo tinha “mente pagã” e precisava da ajuda do príncipe em sua empreitada. O anjo então aparece para o príncipe em sonho e parece convencê-lo. A seguir o rei é novamente visitado pelo anjo em sonho, que dessa vez pede para que o rei construa “um local de adoração em que possa habitar o Senhor”. O rei informa ao anjo que não tem recursos para tanto. O anjo tranqüiliza o rei dizendo que ele deve conduzir suas tropas para um país inimigo, “onde o aguarda um tesouro de prata e outro de ouro”.

Com os tesouros em mãos e os pedidos do anjo satisfeitos, faltava agora adotar uma religião. O rei então mandou buscar um cristão e um muçulmano, já havia um judeu em sua corte. Depois de dias de debate dispersou os três e chamou-os separadamente. Ao cristão perguntou qual religião estaria mais próxima da verdade depois da sua, e o cristão respondeu que o judaísmo. Depois chamou o muçulmano e fez a mesma pergunta, e obteve a mesma resposta. Ao final, Bulan, o rei dos khazares converteu a si e a todo seu povo ao judaísmo.

segunda-feira, maio 7

O Papa Judeu



Durante o ano de 1086 o trono papal permaneceu vago. Depois foi eleito um novo Papa, que tomou o nome de Victor III. De sua origem, nada se sabia. Após um breve reinado de dois anos, desapareceu misteriosamente. O relato que se inicia, segundo uma crença bem difundida, refere-se ao Papa que foi aquele a quem chamaram “o Papa judeu”.

A antiga cidade de Mainz, nas margens do Reno, era célebre pelos grandes e santos rabinos que ali viviam. Há cerca de novecentos anos, residia lá um jovem erudito no Talmud e poeta religioso, que adquiriu grande notoriedade, tanto pela sua piedade e erudição, como por seus poemas religiosos. Chamava-se Rabi Shimon Hagadol (o Grande).

Certo dia em que se encontrava concentrado na composição de um novo poema, aproximou-se dele silenciosamente seu filho Elchanan, de quatro anos e viu o papel que se encontrava sobre a escrivaninha.
— Oh, papai! — exclamou o pequeno — escreveste meu nome no início de este poema!
— Sim, querido; este poema começa com as palavras: E-l Chanan Nachalató que significam: “D”us está cheio de graça para com seus filhos”. Observe, cada judeu tem parte na herança de D”us, e quando algum de nós se afasta de seu caminho, ou seja, quando se alheia da vida religiosa judaica, D”us em Sua grande misericórdia para com Seus filhos, os ajuda a retornar.

sábado, maio 5

The Book, The Life, The Afterlife



Dos seis milhões de judeus assassinados no Holocausto o único rosto que conhecemos intimamente pertence a Anne Frank. 

Mas este é apenas o ponto de partida de Anne Frank: The Book, The Life, The Afterlife escrito pela romancista e ensaísta Francine Prose, um soberbo trabalho de história, biografia e crítica. Francine Prose tem algo de novo e importante a dizer acerca da jovem cujo diário foi simultaneamente celebrado e explorado, usado e abusado, e a autora rejeita a noção habitual de Anne Frank como “espevitada mensageira adolescente de paz e amor”. 

Em vez disso, Francine Prose aborda de forma corajosa a identidade judaica de Anne Frank, a sua sexualidade, as posições políticas da sua família e as suas ambições literárias — tudo distorcido, quando não meramente ignorado por todos os que têm usado e abusado do diário para seu proveito próprio. Acima de tudo, Francine Prose permite que olhemos para Anne Frank não apenas como uma vítima de um crime contra a humanidade, mas também como uma jovem escritora com um grande talento.

Indicação do Nuno Josué, na Rua da Judiaria.

quinta-feira, maio 3

O Pai Judeu



Um pai judeu, com a melhor das intenções, enviou o filho para o colégio mais caro da comunidade judaica. Apesar das suas intenções, Samuel não ligava às aulas.


Notas do primeiro mês:

Matemática 2
Geografia 3.5
Historia 1.7
Literatura 2
Comportamento 0

Estas espantosas classificações repetiam-se até que o pai se cansou:

- Samuel ouve bem o que te vou dizer, se no próximo mês as tuas notas e o teu comportamento não melhorarem, vou-te mandar estudar para um colégio católico.

No mês seguinte as notas do Samuel foram uma tragédia, só comparável e o pai cumpriu a sua palavra. Através de um rabino próximo da sua família, contactou com um bispo que lhe recomendou um bom colégio franciscano para o qual Samuel foi enviado.

sexta-feira, abril 20

Shabbat shalom



Shabbat shalom (שַׁבָּת שָׁלוֹם) cumprimento comum usado no Shabat, sendo muito utilizado em comunidades Mizrahi, Sefaradi e em Israel. Algumas comunidades asquenazi usam o termo iídiche Gut shabbes.