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quarta-feira, junho 6

Jonas E O Grande Peixe



O capitulo 10 do Midrash Pirkê deRabi Eliezer, assim como o Zohar em Vayachel e também Bereshit Rabá v.5, contam alguns detalhes interessantes sobre o peixe que engoliu o profeta Yonah quando foi lançado ao mar.

O Grande Peixe (דג גדול) que o engoliu já estava preparado desde o sexto dia da Criação. Os olhos do peixe pareciam como "janelas feitas do mais puro e cristalino vidro", por onde Yonah podia ver e apreciar todo o mar. O Midrash continua dizendo que Yonah podia conversar com o peixe e até mesmo dizer para onde queria que o peixe o levasse. No mesmo Midrash, Rabi Tarfon diz que Yonah entrou pela boca do peixe "como um homem entra em uma Grande Sinagoga". Rabi Meir diz que havia dentro da barriga do peixe uma "pedra preciosa" que iluminava Yonah como a luz do meio-dia e permitia-o observar o fundo do mar.

Em nenhum momento do relato Yonah parece ter algum tipo de medo, fome ou preocupação. Durante os 3 dias e 3 noites que ele permaneceu dentro da barriga do peixe, ele não pediu socorro. Em suas orações ele descreve (2: 3-10) todo o tour que ele fez pelo mar dentro do peixe. 3 dias depois Yonah é deixado em terra seca e decide ir para Ninveh (Iraque).

Postado Originalmente: 08 FEVEREIRO 2010
Por: Take Me To Your Rabbi

quinta-feira, maio 17

As Pedras No Cemitério



Desci do ônibus na rodoviária de Leicester e olhei para os táxis ali parados.

Minha velha cidade de Leicester não é mais a mesma. Agora é uma cidade assolada pelo crime, e eu estava me sentindo pouco à vontade.

Não disse a ele que desejava ir para o setor judaico. “Antes segura que arrependida”, sempre fora o meu lema.Entrei no táxi e pedi que me levasse ao principal cemitério de Leicester, não muito distante dali.

Por algum motivo nossa seção jamais tinha sido sinalizada, mesmo antes que a nova onda de antissemitismo surgisse. Talvez se presumisse que numa comunidade tão pequena todos soubessem onde era o cemitério sem precisar de informação. Atualmente o website da sinagoga tem um mapa bastante claro que pode ser consultado, dirigindo os visitantes de fora da cidade para o canto separado. Eu apenas disse ao motorista para estacionar o carro ao longo do caminho bem cuidado e esperar – eu demoraria cerca de meia hora, disse a ele, pois estaria visitando túmulos da família.

Enquanto percorria a trilha que levava ao setor judaico, sentia-me perfeitamente à vontade. O local não era estranho para mim. Fazia essa jornada pelo menos uma vez ao ano, quando venho de Jerusalém para visitar minha mãe em Londres.

quarta-feira, maio 16

Carta Para Alguém Que Perdi


Querida Filha,

Lembro-me de segurar você tão pequenina nos meus braços, olhando em seus profundos olhos verde esmeralda. Aqueles olhos eram profundos e brilhavam, antes de se fecharem para sempre.

Eu amei você, cuidei de você, noite e dia. Investi em você, e observei-a crescer à medida que os meses passavam.

Então, certa noite, após alimentá-la às cinco horas, coloquei você no berço pela última vez. Beijei-a e a cobri, e deixei a porta aberta para poder ouvir quando você me chamasse com seu chorinho.

Três horas depois, quando Tatty, seu pai, foi ver por que você tinha nos dado uma dose extra de sono, encontrou você fria. Morte no berço, é assim que chamam. Morte no berço...

Tentamos reanimá-la, fizemos de tudo para o seu pequenino ser. Demos choque em você e a medicamos, tudo, para que pudéssemos ter você conosco novamente, mas você já tinha ido embora para longe.

Sei que quando ficamos sobre o seu corpinho, esperando, esperando que algo acontecesse, você já estava envolta em uma luz intensa.

Estou contente por você. Sinto sua falta. Eu trouxe você ao mundo para ficar comigo, mas você teve de voltar para casa. Sei que é bom para você. Mas mesmo assim, meus braços estão vazios, e sinto e lembro de você com profunda saudade.

Você era minha filha.

quinta-feira, abril 19

Judeus na Hungria II



Devido ao grande número de judeus que se encontravam nas terras húngaras durante o período ápice do Iluminismo Europeu (a partir da década de 30 do séc. XVIII), a influência judaica no comércio e na política se tornou indispensável, o que fez o rei José II aceitar e incentivar os judeus profissionais para dinamizar a classe média nacional. Este incentivo culminou com a aceitação de judeus como cidadãos húngaros nas décadas de 1830 e 1840. Em troca desta emancipação o povo de Israel teve de sofrer uma aculturação compulsória: eram obrigados a trocar de nome, falar alemão e freqüentar escolas laicas.

Em 1848 uma revolução de húngaros nacionalistas unidos a ativistas judeus se levantou contra o Império Austríaco e sua dominação. A revolução fracassou em tornar a Hungria um país independente. No entanto, a Áustria perdeu a guerra contra a Prússia logo após a revolta, o que enfraqueceu os alicerces de sua monarquia. A fraqueza da dinastia de Habsburgo fez com que nascesse uma nova monarquia dualista e o império passou a se chamar de Império Austro-Húngaro, oficializado no Compromisso de 1867. A Hungria passa a ter autonomia interna, o que faz com que a vida dos judeus melhorasse significativamente. Em 1867 os judeus se emanciparam totalmente e em 1895 o judaísmo passa a ser reconhecido como religião e não mais como nacionalidade, o que transforma os judeus em “húngaros de fé mosaica”.

O desenvolvimento do país se deve grande parte à elite judaica que se encarregou da modernização e industrialização. Além de conceber grande parte da intelectualidade húngara, os judeus representavam 25% da população do país na virada do século XIX, afirmando suas posições de cidadãos imprencidíveis para a estabilidade da Hungria.

A boa situação dos judeus burgueses, porém, nada tinha de parecido com os judeus camponeses, que continuavam pobres. Esta diferença entre o povo e a burguesia podia ser vista nos idiomas falados por cada grupo e por seus valores.

Mesmo com direitos garantidos e vidas asseguradas e estáveis, os judeus húngaros enfrentaram políticas anti-semitas neste período, que culminaram em um libelo de sangue em 1892 na cidade de Tiszaeslar.

A boa condição do povo judeu começou a declinar com a Primeira Guerra Mundial, que começou oficialmente em 1914. Nessa guerra 10 mil judeus morreram no campo de batalha defendendo a Hungria.

Com o fim da guerra, em 1919, o Império Austro-Húngaro foi dissolvido e a Hungria tornava-se um país totalmente autônomo novamente. Os ideais comunistas ganharam força e um governo de esquerda tomou o poder, liderado pelo judeu Bela Kun. Este governo acabou no mesmo ano e ataques anti-semitas começaram a acontecer com freqüência. Até que, em 1938 e 1939, duas leis anti-judaicas foram aprovadas, proibindo diversas atividades econômicas e profissionais aos judeus. Além de ocorrer uma emigração em massa para municípios menores, houve inúmeras conversões para o cristianismo.

Em 1941, a Hungria aliou-se à Alemanha nazista e o anti-semitismo se propagou com força desconhecida até o momento. Uma terceira lei anti-judaica foi escrita discernindo judeus como uma raça inferior.

Os massacres começaram e, de julho de 1941 até janeiro de 1942, 71.000 judeus morreram vítimas da guerra e do anti-semitismo.

Também em 1942, o Partido da Cruz de Setas elegeu o fascista Miklos Kallas como primeiro-ministro e foi projetada uma solução para o “problema judaico” na Hungria.

Mais tarde, em 1944, a Hungria foi ocupada pela Alemanha de Hitler, que alegava que os húngaros não deportavam os seus judeus e, por conseqüência, estavam juntos aos Aliados. Neste período, 63.000 judeus foram mortos.

Em Abril do mesmo ano, Adolph Eichmann decretou que 400.000 judeus fossem deportados para guetos e para Auschwitz.

Em 1945 começou a prática das marchas da morte para deportar os judeus para Áustria. Estima-se que 98.000 judeus perderam suas vidas nestas marchas.

No final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, do número anterior de 865 mil judeus húngaros, apenas 260 mil sobreviveram ao massacre do Holocausto.

Após a guerra, a Hungria foi dominada pelos soviéticos. Estes proibiram o Sionismo e qualquer imigração para Israel e impuseram diversas restrições à comunidade, como a substituição do ensino judaico pelo sistema laico de ensino comunista. Até a década de 60 a comunidade judaica húngara contabilizava 90 mil pessoas, mas este número declinava graças ao regime soviético.

Somente em 1989, com o colapso do comunismo soviético, é que as restrições judaicas tiveram fim, neste período Budapeste abrigava cerca de 20 sinagogas.

Hoje em dia, Budapeste sustenta diversas instituições judaicas e movimentos juvenis que tentam enfrentar os dois maiores problemas presentes na sociedade judaica húngara: o anti-semitismo e a assimilação. Em Budapeste, encontra-se a maior sinagoga da Europa, a Sinagoga da Rua Dohany.

Fonte: Chazit Hanoar
Fotos: Mikix e GeoLocations

terça-feira, dezembro 6

Minha Vida


A verdadeira função do homem é viver, não existir. Eu não gastarei os meus dias a tentar prolongá-los. Usarei o meu tempo.

Jack London

quarta-feira, novembro 23

Nunca Faça O Mal

No início dos ensinamentos do Budha Shakyamuni, todo o seu ensinamento e regras condensavam-se assim, no Verso dos Sete Budhas:

Nunca faça o mal
Faça sempre o bem
Purifique a Mente

Esses são os ensinamentos de todos os Budhas.

segunda-feira, novembro 7

Os Anjos Não Deixam Pegadas


Baseado na afirmação do Talmud de que os anjos apenas ficam parados, enquanto os seres humanos podem caminhar.

Nesta afirmação está implícito que por mais santificados que sejam os anjos, eles o são por terem sido criados desta forma. Sua santidade não é fruto de suas próprias ações. Os anjos não conseguem aperfeiçoar-se. Não se podem tornar ainda mais santificados do que quando foram criados. Pois os anjos são estacionários, nem progridem nem retrocedem.

domingo, novembro 6

A Árvore Da Felicidade

A árvore da felicidade é uma planta que está muito ligada a uma tradicional lenda japonesa.  

“Existiu no antigo Japão a lenda de uma árvore mágica que diziam trazer felicidade e realizações a todos que passassem por ela. A pequena Haru morava numa aldeia com sua família e vivia em dificuldades, já ouvira sua avó contar essa lenda, tendo o sonho infantil de encontrar essa árvore. Certa manhã, ela e Anisan, seu irmão, brincavam pelas redondezas quando viram um velhinho sentado em uma pedra e dele se aproximaram. Descobriram que aquele homem vinha de muito longe em busca da Árvore da Felicidade…

terça-feira, novembro 1

Konna Yume Wo Mita


Eu, simples mortal, não me preocupo em estudar os motivos do sonhar, como fizeram Freud e Jung. Apenas sonho. E tenho sonhado muito ultimamente. Sonhos tão bons que me lembro de às vezes acordar sorrindo e com os mínimos detalhes ainda vivos na mente. Daqueles que merecem ser lembrados por todo o dia e que fazem muito bem a alma. 

sexta-feira, outubro 28

Shabbat Shalom


"O Criador criou a criação para doar total bondade a ela, o que significa que nos dá oportunidade de doar e amar. Quando nós fizermos isso, significará que Ele nos preenche com todos os prazeres."

terça-feira, outubro 25

Mais Do Mesmo


Ofereço aos meus críticos mais uma boa oportunidade de sentirem-se vencedores.

Descia displicente a Rua da Aurora, em meio ao passar dos adeptos de caminhadas de final de tarde no Parque das Rosas, quando ouço o meu nome. Voltei-me e lá estava o Martinez. Magro, estático, longilíneo e pálido como uma coluna neoclássica. Mas ainda exibindo o velho riso que a muitos contagiou. Não o via há meses e a nossa última conversa não fora das melhores. Na verdade desde quando decidi afastar ao Martinez do meu circulo de amigos, as nossas conversas se caracterizam pela absoluta falta de relevância.  Ele deu alguns passos em minha direção e estendeu-me a mão.

segunda-feira, outubro 24

Cumplicidades



Depois de uma hora e meia ao telefone percebi que não vira o tempo passar.
Uma chamada para apenas acertar o envio de alguns documentos, acabou se transformando em uma longa conversa sobre nossos dias e vidas. Uma boa oportunidade de voltar a ouvir suas opiniões sobre meus projetos e planos, fazer do meu avô um oportuno conselheiro. Eu não podia deixar a oportunidade escapar, porém, lembrei dos fusos horários, de seus hábitos noturnos e encaminhei as despedidas. Ele sorriu e brincou que deveríamos ter outra conversa de Budapest.


sexta-feira, outubro 21

Ver Chifres Em Cabeça de Cavalo


A volta da insanidade.

A cada dia me pego acreditando que o tempo passa e nada muda. Sim, é verdade que passamos por alguns momentos breves de calmaria, pequenos intervalos onde as mentes se deixam tomar pela razão, mas infelizmente isso dura muito pouco e logo uma sombra teima em pairar sobre alguns. Esses acabam trazendo a escuridão nos pensamentos e são seguidos por aqueles que se vêem incapazes de definir um pensamento próprio.


quinta-feira, outubro 20

O Último Judeu


A tarde caiu banhada em um mar de cores infinitas e em meio ao silêncio perturbador.

Como sempre, perdi-me em meus pensamentos. Lembrei das pessoas que se preparam para as festividades, da vida em comunidade... familiares e amigos naquele instante voltados para mais uma celebração.  Então olhei para os lados e tratei de pensar: “Sim... ano que vem será diferente”. Sorri de mim mesmo, sempre falo isso já há alguns anos! Sempre promessas de um ano que vem em casa, em família, no mundo que eu conheci, no meio que me formou.

E volto ao entardecer.


quarta-feira, outubro 19

De Volta. Baruch Aba


Schalit voltou para casa. Após 5 anos em poder do grupo terrorista Hamas ele volta para a sua terra e para a casa de seus pais.


Amizade. Por Vinícius de Morais



Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. 

segunda-feira, outubro 17

Em Minha Mente


E uma cena tão comum nos meus dias, acabou mais uma vez lembrar-me da minha mãe.

Não que não a tenha aqui, presente sempre. Mas um lembrar diferente, especial... aquele lembrar tão intenso que chego a sentir o seu perfume, o seu calor.. a sua presença.

Vi um movimento apressado na marina. Era o Heitor, que amparado por dois amigos foi trazido até o deck, onde sentou contorcendo-se de dor; os dois amigos olhavam meio que horrorizados e logo trataram de correr para chamar outros, tão logo a Iris se aproximou e  agachou-se ao lado do ferido e lá ficou. Daqui do meu posto não tinha idéia do tamanho do estrago e só observei a cena.


sábado, outubro 15

Para Meu Grande Amor


«Para quem ama, não será a ausência a mais certa, a mais eficaz, a mais intensa, a mais indestrutível e a mais fiel das presenças ?»


Marcel Proust

sábado, maio 1

Dorival Caymi

É doce morrer no mar


É doce morrer no mar, nas ondas verdes do mar

A noite que ele não veio foi de tristeza para mim. Saveiro voltou sozinho, triste noite foi para mim. O marinheiro bonito sereia do mar levou. Nas ondas verdes do mar meu bem, ele se foi afogar. Fez sua cama de noivo no colo de Iemanjá

É doce morrer no mar... nas ondas verdes do mar

Dorival Caymi

quinta-feira, abril 29

Amor Próprio


«O amor-próprio é um animal curioso, que consegue dormir sob os golpes mais cruéis, mas que acorda, ferido de morte perante uma simples beliscadura.»

Alberto Moravia

Alberto Moravia, pseudônimo de Alberto Pincherle (Roma, 28 de novembro de 1907 — Roma, 26 de setembro de 1990) foi um escritor e jornalista italiano. O nome Moravia como será conhecido mundialmente era de sua avó paterna. Seu pai,Carlo Pincherle Moravia, arquiteto e pintor era nascido em Veneza, de uma família hebraica.


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